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Dia foi de divulgação de diversos balanços no mercado brasileiro.
Commodities e bolsas dos EUA contribuíram para venda de ações.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) intensificou perdas ao fim de um pregão marcado pela divulgação de diversos balanços de grandes empresas. O índice Ibovespa, referência para o mercado brasileiro, teve queda de 2,99%, terminando o dia aos 64.447 pontos. O volume de vendas foi forte, com mais de R$ 8 milhões negociados nesta quinta-feira (12).
Pesando para o resultado negativo, além de um movimento de embolso de lucros por parte de investidores comprados em ações que já tiveram forte valorização, estavam também as perdas na bolsa de Nova York e a desvalorização das commodities (matérias-primas) no mercado internacional.
Uma das fontes de pressão foi a notícia de que os estoques de petróleo nos Estados Unidos subiram inesperadamente na semana passada, o que empurrou ladeira abaixo a cotação do produto. Ato contínuo, a ação preferencial da Petrobras caiu 2%, para R$ 36,85.
A recuperação do dólar frente às principais moedas globais catalisou o movimento da queda das matérias-primas, que atingiu também os metais, pesando em companhias como as siderúrgicas e a Vale, que viu sua ação preferencial recuar 4,1%, para R$ 40,60 reais.
“O dia negativo nas bolsas acabou sendo mais intenso aqui, já que a Bovespa foi uma das que mais subiu no ano”, disse Nicholas Barbarisi, sócio e diretor de operações da Hera Investimentos.
Balanços
Diversas empresas importantes divulgaram resultados ao longo do dia. O Banco do Brasil lucrou R$ 1,98 bilhão no terceiro trimestre, com leve avanço sobre igual período do ano passado. A instituição anunciou também que negociará seus papéis em forma de ADRs na bolsa de Nova York. O BB anunciou também ter 20% do mercado de crédito do país.
A ação do BB caiu 0,16%, para R$ 31,07. ”O BB teve um desempenho consistente em quase todas as áreas, incluindo o crescimento da carteira de crédito, custos, receitas de tarifas e qualidade do ativo sob controle”, comentou o analista da Itaú Corretora Alcir Freitas.
No mercado de varejo, o Pão de Açúcar divulgou um lucro 2,5 vezes maior que o de igual período do ano passado. O grupo teve lucro de R$ 171 milhões e anunciou que vai aumentar os investimentos no ano que vem. As vendas nas lojas abertas há pelo menos 12 meses, que excluem as operações do Ponto Frio, subiram 12,9%.
O papel do Pão de Açúcar encolheu 4,4%, para R$ 54,69, depois de resultados que receberam avaliações distintas de analistas. A Link Corretora aprovou o balanço e manteve recomendação de compra para os papéis da companhia.
A Guararapes Confecções, controladora da Lojas Riachuelo, apresentou lucro líquido após incentivos fiscais de R$ 51,8 milhões no terceiro trimestre, um aumento de 111,4% sobre igual período do ano passado. As vendas nas unidades antigas subiram 5%, segundo o balanço da companhia. A Lojas Riachuelo encerrou setembro com 104 unidades, ante 96 lojas um ano antes.
A companhia aérea TAM também mostrou avanço em seu resultado, com lucro de R$ 348 milhões entre julho e setembro. Com isso, a empresa reverteu um prejuízo de R$ 663,6 milhões dos três meses até setembro de 2008. Na avaliação de analistas, a companhia aérea não conseguiu empolgar o mercado. O papel da empresa perdeu 6%, para R$ 26,72.